domingo, 20 de julho de 2014

As cinco crises do marxismo




Um dos objetivos da ciência é fornecer explicações sobre as relações entre eventos, de modo a tornar possível a PREVISÃO dos acontecimentos

Pode-se concluir que a origem das diversas crises do marxismo como "ciência” está justamente na constatação de que esta ou aquela previsão contida nas obras de Marx e de Engels não aconteceram.

Uma prova concreta que o marxismo não é ciência!


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As cinco crises do marxismo:

Primeira crise 

A primeira crise surgiu de uma previsão errada: a do “colapso do capitalismo” devido sua derrubada pela revolução, porque, segundo Marx, o capitalismo em nações com "avançado estágio de desenvolvimento", tais como Inglaterra, Alemanha, Holanda, Japão, Canadá, EUA, iria gerar uma massa de miseráveis em contradição com uma minoria rica - o que nunca aconteceu;

Marx escreveu na “Ideologia Alemã”:

“Esta «alienação» - para que a nossa posição seja compreensível para os filósofos - só pode ser abolida mediante duas condições práticas.
Para que ela se transforme num poder «insuportável», quer dizer, num poder contra o qual se faça uma revolução [a revolução do proletariado], é necessário que tenha dado origem a uma massa de homens totalmente «privada de propriedade», que se encontre simultaneamente em contradição com um pequeno mundo de riqueza e de cultura com existência real; ambas as coisas pressupõem um grande aumento da força produtiva, isto é, um estágio elevado de desenvolvimento."

Marx errou.

Antes de mais nada se escancara a nossa frente o absurdo contido no texto marxista!
Por que uma economia iria chegar a um estágio elevado de desenvolvimento com sua força produtiva produzindo grande aumento de produção de mercadorias se ao mesmo tempo em uma ação estúpida essa mesma economia iria gerar uma massa enorme de miseráveis?!
Por exemplo um capitalista fabricante de sapatos, para que ele iria fabricar milhares de sapatos se ao mesmo tempo o sistema iria gerar milhares de miseráveis que não teriam dinheiro para compra-los?!
Seria um absurdo, seria jogar dinheiro fora, só mesmo Marx poderia imaginar tamanha tolice! 
Nas nações que alcançaram "um estágio elevado de desenvolvimento", como Inglaterra, Alemanha, Suíça, Holanda, Canadá, Austrália, Japão, EUA, não aconteceu nada disso que Marx previu, pelo contrário, foi gerada uma massa de pessoas com excelente qualidade de vida!

Sidney, Austrália
Ao contrário do que Marx previu o capitalismo gerou excelente
qualidade de vida em lugares onde até então existia miséria.
Como na Austrália, que foi uma colônia.

Essa contradição entre o que Marx disse que ia acontecer e o que aconteceu gerou uma crise teórica entre os marxistas, os dogmas não aconteciam.

Segunda crise

A segunda crise foi constatar, na Primeira Guerra Mundial, que o que Marx havia dito - que os proletários não tem pátria - não era verdade, pois os proletários mostraram que tinham pátria e lutaram por ela.

Karl Marx escreveu no Manifesto Comunista:

"Aos comunistas tem além disso sido censurado que querem abolir a pátria, a nacionalidade.
Os operários não têm pátria. Não se lhes pode tirar o que não têm. Na medida em que o proletariado tem primeiro de conquistar para si a dominação política, de se elevar a classe nacional, de se constituir a si próprio como nação, ele próprio é ainda nacional, mas de modo nenhum no sentido da burguesia."
"Nela os proletários nada têm a perder a não ser as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.
Proletários de todos os países, uni-vos!"

Os proletários não se uniram, os proletários de cada nação se alistaram no exército de sua pátria e lutaram e morreram por ela, provando que os proletários tem pátria sim e que Karl Marx errou na sua exaltação.

Primeira Guerra Mundial - 1914-1918
Proletários belgas lutando contra proletários alemães.


Isso foi mais uma crise para os marxistas, mais um dogma não se realizava.

Terceira  crise

A terceira crise nasceu do fato de que a eclosão da revolução socialista ter acontecido apenas em um país com economia atrasado, enquanto a sociedade socialista estava, na verdade, “predestinada” a acontecer nas sociedades capitalistas mais avançadas.

Como já lemos no trecho da "Ideologia Alemã" Marx havia escrito: "ambas as coisas pressupõem um grande aumento da força produtiva, isto é, um estágio elevado de desenvolvimento.".

Mas, a revolução só aconteceu na Rússia (e depois na China), um país onde tal condição não existia, a revolução não acontecia em países como Inglaterra e EUA onde um avançado estágio de desenvolvimento das forças produtivas existia!
Mais um dogma do marxismo que não se concretizava!

Revolução dos proletariados na Rússia, 1917.

Nova crise entre os "intelectuais" marxistas porque eles não conseguiam entender por que as previsões do "mestre" não aconteciam.

Quarta crise

A quarta crise, derivou da constatação de que o enfraquecimento (também previsto) do Estado durante o "período de transição" da ditadura do proletariado, até sua gradual extinção, não ocorreu (aliás, aconteceu o contrário).

O marxismo depois do fim da segunda guerra mundial foi implantado em nações desenvolvidas, não através da "revolução do proletariado", foi implantado pela força militar da URSS vencedora da segunda huerra mundial junto com os Aliados, o que ao final teve o mesmo resultado prático.
Países desenvolvidos da Europa como Alemanha Oriental, Checoslováquia, Iugoslávia, Polônia, Hungria, Letônia, dentre outros, foram submetidos a "ditadura do proletariado" segundo as orientações do "socialismo científico" de Marx.
Tais países ficaram décadas submetidos ao socialismo marxista, nunca conseguiram extinguir o estado socialista (proletários no poder) e chegarem ao comunismo como Marx havia previsto que chegariam, pelo contrário, o estado socialista (proletários no poder) ficou cada vez maior e por fim se tornou uma ditadura socialista até seu falido fim.

Che Guevara, o idealizador e construtor do estado socialista cubano.
Fidel Castro - 50 anos no poder em Cuba sem mudar nada, 
sem jamais chegar ao prometido comunismo.

Mais uma tristeza para os "intelectuais" marxistas, mais uma crise existencial.

Quinta crise

A quinta crise – finalmente, após a queda do muro de Berlim, no momento em que não só o capitalismo não se autodestruiu pelas supostas contradições internas, mas, ao contrário, assistiu, triunfante, à desintegração da União Soviética e dos regimes socialistas da Europa Central e Oriental.
Queda do Muro de Berlim construído pelos socialistas da Alemanha Oriental para que as pessoas não pudessem fugir para a Alemanha Ocidental capitalista e democrática.

McDonald's na China
E para finalizar a fracassada trajetória do marxismo pelo mundo 
o socialismo chinês gerou uma massa de miseráveis e foi obrigada a se 
transformar em uma economia capitalista!

Destino humilhante para a ideologia que tinha previsto o fim do capitalismo!

Esse foi o fim do marxismo revolucionário no mundo.

***

Porém, o marxismo devido as suas sucessivas crises havia percebido que a "revolução" não iria acontecer.
E a razão de ela não acontecer era a "cultura ocidental".
Para que os dogmas criados por Marx pudessem acontecer os seus seguidores teriam que destruir a cultura ocidental.
Com essa finalidade, já pelos anos de 1930, surgiu o marxismo "cultural" que tinha como estratégia subverter a cultura ocidental se infiltrando nas escolas e universidades, na midia, nas instituições, e de dentro delas corromper as bases da cultura ocidental.

Depois de 70 anos de exaustivo e continuo trabalho os marxistas "culturais" estão na atualidade obtendo grande sucesso com o surgimento de milhões de alianados "politicamente corretos" por toda a sociedade ocidental e com o voto deles o marxismo, camuflado de benfeitor da humanidade, está assumindo o poder em diversas nações, inclusive no EUA com o pessoal de Obama.

Milhares de alienados na atualidade 
todos os dias saem pelas ruas a gritar e protestar.

Eles hoje, depois de tantas desilusões, estão exultantes pois estão certos que a destruição da sociedade ocidental está próximo.

Os alienados politicamente corretos de Hollywood já fizeram 
dezenas de filmes projetando o fim da sociedade ocidental


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